É com profunda tristeza e um bom bocado de indignação que escrevo este último post. A partir de agora não escreverei mais neste blog e fico também impossibilitado de responder à dúvidas por e-mail.  Isto devido à grande burocracia que permeia a prática da psicologia como profissão e da ainda insuficiente preocupação de toda a categoria com a crescente demanda por meios alternativos, como a internet, de atender àqueles que precisam de alguma forma de nossos serviços. Manter o blog ficou caro e, por não ter respostas sobre o cadastramento do site por parte do CRP, também não posso seguir o próximo passo que seria abrir atendimento mediado por computador (todos devem ter notado o aviso sobre a impossibilidade de prestar serviços online)

Neste tempo que estive escrevendo e mantendo um vínculo com todos que acompanharam de uma forma ou de outra o blog pude notar que existe muito que podemos fazer através da internet e que este contato, mesmo que mediado (e qual não é), traz ganhos significativos.

Agradeço à todos que acompanharam o blog e escreveram. Suas dúvidas e comentários foram sempre a razão de ser deste espaço. Espero que as informações tenham sido úteis.

Obrigado e até mais

Ultimamente tenho recebido um grande número de dúvidas e comentários relacionados ao nosso querido amigo lá de baixo: o pênis. Possui diversos pseudônimos entre eles pinto, pau, piroca, pipi, caralho, cacete.

É mais comum receber dúvidas de mulheres em relação a sua genitália, e com razão, já que para elas este lugar especial está menos acessível. Porém nós homens também costumamos pecar quando o assunto é conhecer o próprio corpo. Claro, aprendemos cedo e rápido a chegar ao orgasmo mas o aprendizado costuma parar por aí. Ficamos cheios de dúvidas quanto ao tamanho, desempenho, etc. e acabamos concentrando toda a importância não só do ato sexual como, muitas vezes, de nós mesmos  neste único orgão. Pois bem, este post é dedicado totalmente ao pênis.

Para começar será que o tamanho é mesmo tão importante?

Tanto a prática quanto as teorias e estudos científicos são consenso: o tamanho não é tão importante quanto a maneira de usar na hora da relação. Mesmo um pênis de 7, 8 centímetros consegue estimular os pontos mais importantes na mulher e podem propiciar o orgasmo. Obviamente as preferências da parceira podem variar. Não vou mentir. Você pode acabar encontrando uma mulher que goste de um orgão maior que o seu. Por outro lado existem mulheres para todos os gostos e você com certeza vai encontrar uma companheira que gosta de você (e consequentemente do seu pênis) do jeito que é.  Já nas relações homossexuais o tamanho e formato são mais importantes. Isto porque o prazer neste caso vem da estimulação da próstata que fica mais para dentro do ânus. Porém de novo é possível uma adaptação. Existem disponiveis no comércio produtos que “acoplados” ao pênis o deixam um pouco maior.

Aproveitando o gancho, outra grande dúvida: qual o tamanho “certo” do pênis. Não existe um tamanho ideal como comentado antes. Porém existe um tamanho médio do pênis brasileiro que está entre 10 e 18 cm (você vai encontrar variações dependendo da fonte) o que claro não significa nada além de uma adequação no grupo maior.  O pênis menor que 5 cm causa problemas e aí sim uma orientação médica é necessária.  Os maiores também não costumam ser tão bem aceitos como pensamos. Alguns tipos maiores que 20 cm podem até mesmo machucar a mulher. A largura também costuma ser outro ponto polêmico.  Um número maior de mulheres gosta de pênis mais grossos mas em sua maioria aquele pênis médio (circunferência de 12 cm em média) costuma ser satisfatório.

“E será que meu pênis ainda cresce?” Se você já passou da puberdade sinto dizer que a resposta é não. Ao menos não naturalmente. O pênis atinge o tamanho definitivo durante este período e permanece até o fim da vida. Alguns fatores como a gordura total do corpo costuma influenciar na aparência do pênis o deixando com um aspecto menor. Algumas técnicas com esta finalidade ficaram famosas atualmente. A maioria porém não funciona ou funciona muito pouco não trazendo um ganho significativo, dentre elas as bombinhas de sucção, cremes, remédios etc. Exercícios corretos e sistemáticos porém trazem benefícios reais. No entanto deve-se tomar muito cuidado para não provocar lesões ou outras doenças sérias (como a doença de Peyronie).

Enfim estes são os assuntos mais comuns em relação ao pênis. Porém me parece que o problema não é tanto o tamanho de nossos pênis mas a nossa dificuldade em aceitar a nós mesmos como somos, com nossas particularidades e principalmente nossas limitações. Acabamos nos comparando e nos cobrando e no fim não sabemos muito bem porquê.  O prazer acaba ficando em segundo plano. Eu sei também sou homem.

Até a próxima.

Estive assistindo mais uma vez a série “A girls guide to the 21st sex” e mais uma vez vi algo que me deixou bastante contente. Naquele episódio trataram um pouco sobre a sexualidade do deficiente físico, especialmente paraplégicos e tetraplégicos.

Costumamos pensar erroneamente que  o deficiente não mais consegue ter uma sexualidade ativa, já que associamos a perda de movimento das pernas com a perda também da ereção. Algumas vezes porém isto não acontece. O homem consegue ter ereções pois a lesão não afetou esta parte específica.

Outras vezes a lesão afeta esta região. Mas e aí? De novo devemos tomar cuidado com a simplificação da sexualidade em ato sexual.  O deficiente físico também tem vontades e necessidades, inclusive quanto a sua sexualidade. Ele também tem atuo-estima e identidade. Também quer dar prazer e ter um contato sexual e afinal não é este o objetivo maior do ato sexual?

Nos casos em que a lesão afeta a área responsável pela resposta sexual ( o que impede a ereção) existe um tipo de medicamento que permite uma ereção artificial por um período de tempo. É aplicado através de uma injeção no pênis (Ui). Obviamente o homem não sentirá dor. Deste modo o casal pode ultrapassar este obstáculo e ter uma relação sexual.

Neste mesmo documentário um rapaz com este tipo de deficiência descreve seu ato sexual. Segundo ele consegue ter até um tipo de sensação similar ao orgasmo.

Por isso caros leitores, vamos espalhar estas boas notícias.

Mais um tema que ainda não tinha sido comentado. Muitos casais tem um dilema quando resolvem ter filhos. Ter ou não ter relações durante a gravidez.

Historicamente a abstinência era a única alternativa (já que o ato sexual era bem visto somente como uma maneira para nos reproduzirmos e já que este objetivo estava garantido, para que continuar tendo relações?). Hoje “descobrimos” que o sexo nos serve para algo mais.

Motivos para não ter relações sexuais durante a gravidez são poucos. Somente se você se sentir desconfortável ou se algo mais sério estiver em cena (como uma gravidez de risco). Já os benefícios são enormes. Durante a gravidez a mulher têm inúmeros e variados hormônios circulando pelo seu corpo (para se ter uma idéia em um dia a mulher grávida libera mais hormônios do que em três anos em circunstâncias normais) . Estes hormônios ajudam a aumentar a excitação e deixam o corpo mais suscetível aos estímulos externos. Os orgasmos são mais fortes e chegam mais fácil. Várias mulheres relatam que conseguiram ter o primeiro orgasmo múltiplo durante a grávidez. Ok, você pode me dizer “mas nesse momento tenho que deixar meu desejo de lado e pensar no meu filho”. Te digo que seu prazer pode também ser  benéfico para  o filho à caminho. Suspeita-se que as mesmas substâncias que provocam o bem estar da mãe podem passar para o filho e assim ele também sente um pouco do prazer que você sente durante uma relação (obviamente não dá mesma natureza).

A barriga pode ser um inconveniente para o coito durante a gravidez. Existem algumas posições que podem ajudar. A mulher em cima por exemplo, que permite um controle inclusive da posição que a parceira assume. De conchinha, a preferida de muitos casais. Até mesmo na posição de “cachorrinho” ou de quatro já que a barriga fica bem  localizada abaixo.

Enfim, enquanto vocês se sentirem tranquilos e confortáveis, o ato sexual durante a gravidez é muito bem recomendado.

Como vocês, caros leitores, devem ter notado eu nunca fiz um post sobre doenças sexualmente transmissíveis. O motivo é bem simples. Não devemos brincar com esse tipo de problema. Diante de qualquer sintoma diferente que você ou seu parceiro sintam imediatamente um médico deve ser consultado. Esperar passar ou usar remédios caseiros é o maior erro que você pode cometer em relação a DST’s. Porém para essa doença em específico abrirei um exceção isto porque esta doença muitas vezes não apresenta sintomas.

O HPV ou Human Papilloma Virus (traduzindo vírus papilloma humano) é a infecção sexual mais comum no mundo.  O que torna este vírus tão perigoso é que somente 1% das pessoas que carregam o vírus desenvolvem os sintomas. Os outros 99% apenas servem de veículo para transmissão.  Outra característica cruel deste ser é que ele pode ficar encubado durante anos antes de se manifestar, então não tem como saber quando e onde você entrou em contato com ele.

Apresenta-se através de verrugas doloridas na parte externa da vagina ou do pênis e não raro na pele em geral, principalmente mãos já que geralmente elas é que estão em maior contato com a região genital. O contágio também pode acontecer através do contato com estas partes afetadas. Algumas vezes também se manifesta em locais onde não podemos ver, como na parte interna da vagina ou na uretra.

Não existe cura para esta doença. Algumas vezes os sintomas desaparecem sozinhos e outras através de tratamento. O tratamento é feito diretamente nas verrugas com substâncias químicas ou físicas que às queimam.

Então quando sentir sintomas ou constatar verrugas, já sabe, corra para um médico. E nunca deixe de usar camisinha.

Tive acesso ao excelente “A girl’s guide to 21st century”, uma excelente série de documentários produzida por um canal da União Européia. Recomendo muito à todos. É um documentário que abrange vários aspectos da vida sexual e mostra exatamente o que precisa ser mostrado e algumas vezes muito mais do que qualquer outro já feito, como por exemplo o interior da vagina durante o ato sexual, algo realmente surpreendente.

Mas para este post o que gostaria de trazer desta série são as novidades sobre o orgasmo feminino. Em um post anterior estive comentando sobre o orgasmo feminino. Novos estudos divulgados naquele documentário mostram que as mulheres podem ter outros tipos de orgasmo: o orgasmo clitoriano ou uniorgasmo; o orgasmo do clitóris mais do ponto G ou biorgasmo; e o triorgasmo que é a união do orgasmo clitoriano, do ponto G e mais o orgasmo anal. Este último o que mais chamou minha atenção.

O orgasmo clitoriano é o mais comum de todos. A mulher pode atingi-lo através da estimulação do clitóris na masturbação.

O segundo é atingido através do ponto G.  Ponto G é um assunto bastante polêmico dentro do estudo da sexualidade. Muitos já disseram que não existe. As mulheres que o encontram descrevem sensações soberbas e aquelas que têm orgasmo a partir dele dizem ser bastante diferente do orgasmo clitoriano. Ainda neste embate todo está inclusa a velha polêmica da existência de um orgasmo vaginal e o seu suposto significado psicológico. Enfim não é um tópico tranquilo dentro das ciências humanas.  Têm este nome em homenagem ao ginecologista alemão “Ernst Grafenberg” que primeiramente considerou a hipótese de sua existência. A grande confusão está também na dificuldade em encontrá-lo, já que varia em tamanho e local. Vamos tentar encontrá-lo. O ponto G está localizado dentro da vagina na parede que corresponde a frente do corpo. A posição varia de mulher para mulher portanto você terá que explorar com paciência. Tem aspecto de esponjoso e você saberá que o encontrou porque sentirá uma sensação diferente. Uma boa idéia é ensinar ao parceiro sua localização.

Agora o terceiro orgasmo descrito. O orgasmo anal é o mais estranho de todos os descritos. Confesso que jamais havia ouvido falar dele. Procurei por estudos que demonstrassem sua existência e o descrevessem mas não encontrei. De fato podemos observar a contração da musculatura anal durante o orgasmo mas jamais encontrei alguém que se refira e isto como prazeroso. Talvez seja uma novidade que as mulheres estejam dispostas a experimentar e compartilhar. Então se alguma leitora tiver uma experiência de triorgasmo não exite em compartilhar conosco.

Foram muitas novidades desta nova série de documentários. Nos próximos posts comentarei sobre outras. Até lá.

Em um post anterior estive comentando sobre as diferenças na sexualidade do homem e da mulher. Hoje gostaria de comentar um pouco sobre a falta de desejo que pode atingir um dos dois e que é muitas vezes a razão da inadequação sexual em um casal.

O desejo é a fagulha que inicia o ciclo de resposta sexual. É ele que faz com que queiramos começar as carícias ou buscar um parceiro. Vem antes então da fase de excitação (é por isso que algumas vezes os remédios para disfunção erétil não funcionam já que trabalham nesta fase e não influenciam o desejo).

O desejo pode variar em intensidade sendo para mais e para menos. Neste post vou focar a disfunção de desejo para menos, chamada inapetência sexual. Acontece quando temos menos desejo sexual que gostaríamos. Funciona mais ou menos assim: eu queria ter mais vontade de ter relações mas a idéia de ter não me agrada, não cativa. Ou,  não ter a mesma vontade que meu companheiro(a) é algo que me incomoda. Claro deve-se considerar se o parceiro não tem um desejo acima do comum. Deve estar acontecendo já a algum tempo para falarmos de um quadro pois em certos períodos da vida temos mais preocupação ou menos ânimo que de costume, devido a situações específicas e tão logo elas se resolvam voltamos a ter a energia habitual. Também é importante considerar se nunca o sexo foi atrativo ou se o desejo diminuiu de algum tempo para cá (não tenho o mesmo desejo que a dois anos atrás, por exemplo).

As causas deste transtorno podem ser tanto orgânicas (no corpo) como psicossociais. Nas causas orgânicas mais comuns estão incluídos problemas hormonais, anolamias genéticas, alguns tipos de doença e algumas drogas. Nas causas psicossocias encontramos problemas conjugais, baixa auto-estima, algumas psicopatologias como a depressão e estresse, educação muito repressora, histórico de abuso sexual entre outros.

O desejo pode ser trabalhado então se você leitor ou leitora está tendo problemas desta ordem não deixe de procurar ajuda.

Uma dúvida recente de uma de nossas leitoras me atentou para um deslize. Tenho comentado bastante sobre problemas e disfunções diversas, mas esqueci de escrever sobre onde estes problemas costumam acontecer. Nunca falei dos nossos orgãos sexuais. Pois bem neste post a estrela é a parte externa do aparelho reprodutor feminino.

A vagina

Aqui está. Uma bela visão externa da vagina. Algumas delas estão mais recobertas por pelos outras mais lisinhas mas usualmente este é o aspecto da genitália externa da mulher. Como você leitor ou leitora pode ver a vagina possui várias partes. O monte de vênus algumas vezes é mais gordinho pois também é constituído internamente de gordura (algumas mulheres até fazem cirurgia plástica para modificar isso). Também podemos ver os grandes lábios que algumas vezes são mais avantajados e podem ser corrigidos com cirurgia. Os pequenos lábios vêm logo depois. O meato urinário que é um buraquinho por onde sai a urina (e que muitas vezes nós homens, quando inexperientes, colocamos os dedos o que é bastante incômodo para as mulheres). Nesse ponto também (mas não só) podem acontecer infecções que podem originar a dor no coito ou dispareunia. Se a mulher é virgem podemos encontrar o hímen, que é a essência fisiológica da virgindade (lembre-se que a virgindade não se resume ao hímen pois ele pode se romper de outras formas ou mesmo não se romper por ser elástico ou complacente). Caso a mulher já tenha tido relações podemos encontrar apenas vestígios do hímen. O orifício da vagina é onde se introduz o pênis e também outras “coisitas” mais. É aí que acontece a relação propriamente dita e faz ligação com o restante do aparelho reprodutor feminino onde acontece a gravidez.

Deixei o clitóris por último, propositadamente. Isto porque quero falar especialmente sobre ele. O clitóris é uma pontinha que fica logo no encontro entre os pequenos lábios. Podemos percebe-lo como uma bolinha de pele (grosseiramente falando). Tem algumas características próximas ao do pênis e costuma-se dizer que ele é seu equivalente feminino. O clitóris se enche de sangue, cresce e enrijece como o pênis. Ele pode ser considerado um receptor dos estímulos sexuais e quando estimulado faz crescer a excitação até provocar o orgasmo. Ele então é o responsável pelo orgasmo da mulher. Agora estamos entrando numa zona delicada. Existem muitas divergências quanto ao papel do clitóris. Grandes estudiosos o menosprezaram. Existem algumas mulheres também que relatam orgasmos através da estimulação interna da vagina e não do clitóris o que gera alguns conflitos já que outras não experimentam este tipo de orgasmo.

O consenso hoje em dia é: só existe um orgasmo. O chamado orgasmo vaginal acontece porque o clitóris é esimulado pelo roçar do pênis e/ou pelo prolongamento do clitóris que chega até as paredes da vagina. Em outras palavras, a vagina está ligada ao clitóris.

Muito bem, então como estimular o clitóris. Primeiro vamos encontrá-lo. Olhando a figura e quem sabe com a ajuda de um espelho procure aquele ponto com o número 2. Você sabe que este é o clitóris porque quando o tocar vai sentir uma sensação diferente e agradável. Pronto, agora é só continuar mexendo. Algumas mulheres fazem movimentos circulares, outras de vai e vem. Isto é muito particular, cabe a você encontrar a forma mais prazerosa.

E quando estamos no meio da relação como manipular? Você pode usar a mão mesmo como na masturbação, ou mais gostoso ainda, ensinar o parceiro a manipular. Isto vai deixá-lo feliz e satisfeito. Algumas posições também privilegiam a clitóris.

Uma boa jornada…

O ato sexual em essência se caracteriza pela busca do prazer. Fazemos sexo principalmente para termos sensações prazerosas. Claro  o sexo nos serve para a reprodução, mas pare para pensar. Temos quantos filhos durante a vida dois, três, quatro… Agora compare com as vezes que temos relações.

Porém algumas vezes algo não sai como deveria. Existem vezes em que o ato sexual traz dor. Trata-se da dispareunia. Esta disfunção de origem orgânica se caracteriza pela dor ao ter relações. Quando acontece a penetração, no lugar daquela sensação agradável que caracteriza este ato, o que se sente é dor e desconforto. Nos homens ela pode ser causada por infecções e, atualmente com mais frequência, a doença de Peyronie.  Nas mulheres também tem causas orgânicas diversas, como inflamações, cicatrização que deforme as paredes internas da vagina, etc. Em outras palavras deve-se procurar orientação médica com urgência já que pode se agravar cada vez mais.

Nas mulheres porém existe outra disfunção não tão  comum quanto a anterior mas que traz as mesmas desvantagens, esta porém de causa unicamente psicológica: o vaginismo.  Nesta disfunção a dor surge da contração involuntária das paredes da vagina. A diferença fundamental da dispareunia é que a dor surge mesmo antes da penetração e independe da excitação da pessoa ou nível de lubrificação.  Como dito antes, as causas são psicológicas. Pode então surgir de uma ou várias experiências sexuais traumáticas, culpa por fazer sexo, idealização equivocada do ato sexual ( por exemplo, é pecado ou algo sujo). É bastante comum também encontrar mulheres que tem uma idéia ou visão distorcida da penetração. Acreditam que o pênis irá “rasgar” a vagina por dentro.

Ambos os problemas tem solução. Não deixe o sexo ser um problema para você. Busque ajuda para que este ato lhe traga tudo que deve e nada mais: o prazer.

Eu ainda sou da época em que os adultos pregavam aquela peça “Se você se masturba cresce pêlos nas mãos hein, garoto”. Hoje em dia este tipo de comentário se tornou mais raro. Mas como o assunto ainda é envolto por um estranho sentimento de repúdio, já surgiram outras maneiras de reprimir sua prática. Mas por que será que desenvolvemos este sentimento tão negativo com este exercício da sexualidade.

A masturbação como todos devem saber é em suma a estimulação do corpo, principalmente dos órgãos sexuais, com o objetivo de obtenção de prazer. Na maior parte das vezes estamos em busca do prazer máximo, o orgasmo. A masturbação pode ser feito a dois mas então não mais tem o sentido que estamos discutindo, pois torna-se uma forma de interação sexual já que existe inclui um outro. Então vamos definir masturbação como o ato feito pela própria pessoa.  Este ato também recebe outros nomes como onanismo por causa de uma passagem bíblica, se bem me lembro. Apelidos dados incluem descabelar o palhaço, bater uma punheta, dar “oi” pro monstro entre outros. Para as mulheres bater uma siririca é o mais conhecido. Até na internet existem referências. Em alguns sites adultos o conteúdo é voltado para aqueles que “digitam com uma mão só”.

Mas esta prática mesmo atualmente é bastante repudiada. Algumas pessoas, principalmente adultos dirigindo-se a pré-adolescentes e adolescentes próximos, à reprimem utilizando como justificativa frases como “Você vai ficar impotente”. Tais afirmações parecem aos jovens verdadeiras pois após o orgasmo da masturbação surge um cansaço, muito justificável pelo gasto da energia, que acaba se relacionando com aquele infeliz dogma. Alguns autores no passado utilizaram estes mesmos indícios para escrever livros preconceituosos com jeito de científicos com conseqüências  desastrosas.

Vamos então desmistificar estas lendas. A masturbação não faz crescer pêlos nas mãos. O prazer deste tipo de “trote” é fazer o sujeito olhar para mão com preocupação. Também não facilita nenhuma das disfunções, ao menos não diretamente. O que acontece é que sentimos um medo e uma culpa por fazer algo tão proibido. Quando numa relação sexual propriamente dita lembramos daquelas “maldições” e nos sentimos pressionados “Putz agora não vai subir eu me masturbei demais”. Este nervosismo influencia no momento e é este medo, esta angústia que pode atrapalhar.

Mas quando a masturbação é ruim? A masturbação não é saudável quando é utilizada para substituir algum sentimento ou emoção. Quando ao invés de resolver algum conflito eu à utilizo para substituir, pra descarregar. Em outras palavras quando ela não é mais uma forma de prazer mas uma válvula de escape.  Mas até mesmo o ato sexual se torna prejudicial nesse caso.

O importante de fato é saber porque você pratica a masturbação. Se você fizer sem medo, nem culpa, como uma forma legítima de exercício da sua sexualidade. Não existem regras para este aspecto da vida, desde que façamos aquilo que queremos e não prejudiquemos outras pessoas.

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