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A caçada continua…

Olá leitores arretados,

No post anterior falávamos sobre como encontrar o clitóris. Chegamos no passo quatro que é estar completamente nua para você mesma, tanto das roupas quanto dos pudores. Agora vem a busca em si:

Passo 5: Explorar.

Agora que você já se despiu é hora de explorar. Ao invés de ir para fora, no entanto, você vai  explorar a si mesma. E esta talvez seja uma jornada tão ou mais rica quanto uma trilha num ambiente selvagem. A primeira coisa a se fazer é arranjar um espelho. Não precisa ser muito grande mas tem que ter tamanho suficiente para que você consiga, sentada ou deitada de costas, enxergá-lo. Coloque este espelho na sua frente. Em seguida, sente-se de frente para ele – já sem roupa, é claro. Você agora deve estar de frente para si mesma, com uma visão privilegiada de toda a sua anatomia. Deite-se ou sente-se, dobre as pernas e afaste uma da outra, assim como se faz no ginecologista. É como se você quisesse tirar um selfie mas ao invés de ser do rosto é da região genital. Tipo assim:

Região genital no espelho

  Muito prazer em conhecer

Muito bem! Agora você está a um movimento de finalmente conhecer seu clitóris. O que você deve estar vendo neste momento deve ser algo mais ou menos assim:

Grandes lábios

Dependendo do seu estilo de depilação e formato da vulva isso vai variar. Mas você já está de frente para os grandes lábios. O último passo é afastá-los. Quando você fizer isto estará com o clitóris de frente para você. Veja:

Aparelho reprodutor feminino externo (portuguêsHD)

 

Como saber se achei meu clitóris?

Essa deve ser a sua pergunta agora, não? Agora que você já viu seu clitóris precisa tocá-lo. Você vai se sentir muito bem ao fazer isso. Outras partes da região genital também são sensíveis. Porém, o clitóris dá uma sensação bastante peculiar. A medida que você estimulá-lo sentirá essa sensação ficar mais intensa. O clitóris também vai mudar, ficando mais rígido e até aumentando um pouco de tamanho. Se você continuar pode até ter um orgasmo.

E assim você encontrou esse tesouro escondido em no seu próprio corpo. Agora que você já sabe onde fica o clitóris e como estimulá-lo pode mostrar para seu parceiro(a) como você gosta que te toquem. Assim você pode até alcançar o orgasmo junto com ele(a).

Abração e até a próxima pessoal!

Ps: No meu livro eu falo mais sobre os tabus e sobre o aparelho reprodutor feminino, inclusive o clitóris. Olha lá!

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Os caçadores do clitóris perdido

Olá amigos leitores,

Hoje eu acordei pensando no clitóris (safadenho!). Fiquei lembrando como socialmente e historicamente o prazer, sobretudo da mulher, foi sendo enterrado em meio a preconceitos e tabus. E assim o clitóris se tornou um local a lá Voldemort do Harry Potter: aquele que não deve ser nomeado. Ainda hoje esses tabus estão em cena, apesar do que se costuma pensar. Ainda criamos nossas meninas para enterrem a curiosidade sobre seu corpo e sobre o que é prazeroso sexualmente num lugar bem fundo para que ninguém tenha acesso, nem elas mesmas. E isso acompanha elas quando adultas. Aí o clitóris fica mesmo enterrado entre pele, pelos e pudores. Convido vocês a embarcarem comigo numa aventura. Vamos em busca do clitóris perdido!

A busca começa!

 

Vamos nos preparar. O primeiro passo, como em tudo, é querer empreender a jornada que estamos prestes a começar. Como você está lendo este texto eu imagino que este primeiro passo já foi dado. Vamos adiante, marujos!

 Passo 1: Conhecer o objetivo.

O Indiana Jones fala lá nos caçadores da arca perdida que o trabalho dele, de um antropólogo, é 80% em biblioteca (apesar de mostrarem só os 20% nos filmes, que é a parte empolgante). No nosso caso não vamos ficar 80% do tempo estudando mas também é importante saber o que buscamos. Para isso precisamos de um pouco de teoria.

O clitóris é um montinho de pele que fica na junção, pensando na parte superior, dos pequenos lábios. Ele é cheio de terminações nervosas. Por isso é tão sensível. Se pensarmos que os sistemas reprodutores do homem e da mulher tem uma relação, e de fato eles têm pois surgem da mesma estrutura básica (outro dia falo mais sobre isso), o clitóris seria análogo à glande ou o que conhecemos como a cabeça do pênis. Nunca teremos como saber com certeza mas supõe-se que o que nós homens sentimos quando a cabeça do pênis é acariciada é similar ao que a mulher sente ao ter o clitóris estimulado. Tanto que se pode ter um orgasmo apenas acariciando a glande.

Pois bem, sabemos o nosso objetivo. Mas  esse papo de lábios deve ter deixado você confusa(o). “O clitóris fica na boca?”, você deve ter pensado. Nope, o clitóris é bem mais para baixo.

Passo 2: Conhecer o território.

Sabendo o que estamos buscando resta saber onde ele está. Mesmo os grandes e experientes piratas tinham um mapa dos mares e territórios por onde iriam se aventurar. No nosso caso o território é o aparelho reprodutor feminino. É aqui que está enterrado o clitóris.

 

Aparelho reprodutor feminino externo (portuguêsHD)
Aparelho reprodutor feminino

Mas com este desenho talvez ainda seja difícil encontrar o clitóris em você mesma. Se este é seu caso precisamos do terceiro passo.

Passo 3: despir-se

Este passo é de suma importância e apesar de parecer bobo e óbvio não é tão fácil de executar. As meninas aprendem a não tirar a roupa ou, quando precisam, aprendem como tirar a roupa. Mesmo para o médico se despem mas as mãos vão, quase instintivamente por todo este tempo em que passam sendo ensinadas a como se comportar nessa situação, para a púbis e para os mamilos. Mais ou menos assim:

As mãos cobrindo as ‘vergonhas’

Eu lembro até que na minha primeira vez uma das dificuldades foi que a minha namorada na época tinha vergonha de se expor. Sequer permitia que eu visse suas genitais. Isso leva para o passo 4.

Passo 4: despir-se dos pudores

Mesmo sem roupa é possível que você ainda esteja carregando algo consigo. A roupa simboliza muita coisa para nós. Estamos de certa forma protegidos. Nossas fraquezas, nossas gordurinhas, aquilo que não gostamos em nós determinam como a gente se veste. Talvez você tenha problemas com o tamanho de seus peitos então usa um sutiã que ajuda nisso. Ou talvez você não gosta do seu quadril então usa uma blusa mais larga que disfarça isso. Quando tiramos a roupa essas defesas também caem. Naquela hora estamos expostos a alguém que não costumamos encontrar: nós mesmos.

Não é difícil que isto também se reflita na sua relação com a região genital. Sei de mulheres que não gostam da sua púbis. Neste caso evitam olhar para lá. Ou deixam os pelos pubianos bem compridos. Outras sequer têm uma relação ou concepção acerca da região genital. Jamais pensaram sobre isso (ou melhor, deixaram de pensar sobre isso há muito tempo). Não é raro encontrar uma mulher que nunca se deitou, abriu as pernas e olhou para sua região genital da forma como aparece no desenho lá de cima. É possível inclusive que exista alguém, seu companheiro ou companheira, por exemplo, que conheça aquela região melhor que você mesma. Para o passo seguinte é preciso então que você se livre destes receios.

Creio que até aqui já foi uma caminhada e tanto. Vamos deixar para continuar no próximo post.

Até lá pessoal!

PS: No meu livro você não precisa de um mapa (talvez o índice). Ele está disponível aqui:

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Orgasmo Feminino: Novidades.

Tive acesso ao excelente “A girl’s guide to 21st century”, uma excelente série de documentários produzida por um canal da União Européia. Recomendo muito a todos. É um documentário que abrange vários aspectos da vida sexual e mostra exatamente o que precisa ser mostrado e, algumas vezes, muito mais do que qualquer outro já feito, como por exemplo o interior da vagina durante o ato sexual, algo realmente surpreendente.

Mas para este post o que gostaria de trazer desta série são as novidades sobre o orgasmo feminino. Em um post anterior estive comentando sobre o orgasmo feminino. Novos estudos divulgados naquele documentário mostram que as mulheres podem ter outros tipos de orgasmo: o orgasmo clitoriano ou uniorgasmo; o orgasmo do clitóris mais do ponto G ou biorgasmo; e o triorgasmo que é a união do orgasmo clitoriano, do ponto G e mais o orgasmo anal. Este último o que mais chamou minha atenção.

Tipos de Orgasmo

Orgasmo Clitoriano

O orgasmo clitoriano é o mais comum de todos. A mulher pode atingi-lo através da estimulação do clitóris na masturbação.

Orgasmo do Ponto G

O segundo é atingido através do ponto G.  Este é um assunto bastante polêmico dentro do estudo da sexualidade. Muitos já disseram que o Ponto G não existe. As mulheres que o encontram, no entanto, descrevem sensações soberbas e aquelas que têm orgasmo a partir dele dizem ser bastante diferente do orgasmo clitoriano. Ainda neste embate todo está inclusa a velha polêmica da existência de um orgasmo vaginal e o seu suposto significado psicológico. Enfim não é um tópico tranquilo dentro das ciências humanas.

O ponto G propriamente dito tem este nome em homenagem ao ginecologista alemão “Ernst Grafenberg” que primeiramente considerou a hipótese de sua existência. A grande confusão está também na dificuldade em encontrá-lo, já que varia em tamanho e local.

Vamos tentar encontrá-lo. O ponto G está localizado dentro da vagina na parede que corresponde a frente do corpo. A posição varia de mulher para mulher portanto você terá que explorar com paciência. A consistência desta região é singular, então você saberá quando tocá-la. Ela tem aspecto esponjoso e a sensação que a estimulação ali traz é bastante diferente. Uma boa ideia é ensinar ao parceiro sua localização.

Orgasmo Anal

Agora o terceiro orgasmo descrito. O orgasmo anal é o que mais me causou estranheza. Confesso que jamais havia ouvido falar dele. Procurei por estudos que demonstrassem sua existência e o descrevessem, mas não encontrei. De fato podemos observar a contração da musculatura anal durante um orgasmo clitoriano. Porém nunca antes encontrei alguém que se referisse e isto como prazeroso.

Segundo o documentário, este tipo de orgasmo seria atingido através da penetração anal. Como esta penetração deveria ser não fica claro na descrição dada lá. Por isso, talvez seja algo que saberemos melhor caso as mulheres estejam dispostas a tentar.

Enfim

Foram muitas novidades desta nova série de documentários. Nos próximos posts comentarei sobre as outras. Até lá.

PS: No meu livro eu falo também sobre o orgasmo e alguns dos seus tipos. Você pode adquiri-lo clicando na imagem abaixo:

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O mapa da mina…

Uma dúvida recente de uma de nossas leitoras me atentou para um deslize. Tenho comentado bastante sobre problemas e disfunções diversas, mas esqueci de escrever sobre onde estes problemas costumam acontecer. Nunca falei dos nossos orgãos sexuais. Pois bem neste post a estrela é a parte externa do aparelho reprodutor feminino.

A vagina

Aqui está. Uma bela visão externa da vagina. Algumas delas estão mais recobertas por pelos outras mais lisinhas mas usualmente este é o aspecto da genitália externa da mulher. Como você leitor ou leitora pode ver a vagina possui várias partes. O monte de vênus algumas vezes é mais gordinho pois também é constituído internamente de gordura (algumas mulheres até fazem cirurgia plástica para modificar isso). Também podemos ver os grandes lábios que algumas vezes são mais avantajados e podem ser corrigidos com cirurgia. Os pequenos lábios vêm logo depois. O meato urinário que é um buraquinho por onde sai a urina (e que muitas vezes nós homens, quando inexperientes, colocamos os dedos o que é bastante incômodo para as mulheres). Nesse ponto também (mas não só) podem acontecer infecções que podem originar a dor no coito ou dispareunia. Se a mulher é virgem podemos encontrar o hímen, que é a essência fisiológica da virgindade (lembre-se que a virgindade não se resume ao hímen pois ele pode se romper de outras formas ou mesmo não se romper por ser elástico ou complacente). Caso a mulher já tenha tido relações podemos encontrar apenas vestígios do hímen. O orifício da vagina é onde se introduz o pênis e também outras “coisitas” mais. É aí que acontece a relação propriamente dita e faz ligação com o restante do aparelho reprodutor feminino onde acontece a gravidez.

Deixei o clitóris por último, propositadamente. Isto porque quero falar especialmente sobre ele. O clitóris é uma pontinha que fica logo no encontro entre os pequenos lábios. Podemos percebe-lo como uma bolinha de pele (grosseiramente falando). Tem algumas características próximas ao do pênis e costuma-se dizer que ele é seu equivalente feminino. O clitóris se enche de sangue, cresce e enrijece como o pênis. Ele pode ser considerado um receptor dos estímulos sexuais e quando estimulado faz crescer a excitação até provocar o orgasmo. Ele então é o responsável pelo orgasmo da mulher. Agora estamos entrando numa zona delicada. Existem muitas divergências quanto ao papel do clitóris. Grandes estudiosos o menosprezaram. Existem algumas mulheres também que relatam orgasmos através da estimulação interna da vagina e não do clitóris o que gera alguns conflitos já que outras não experimentam este tipo de orgasmo.

O consenso hoje em dia é: só existe um orgasmo. O chamado orgasmo vaginal acontece porque o clitóris é esimulado pelo roçar do pênis e/ou pelo prolongamento do clitóris que chega até as paredes da vagina. Em outras palavras, a vagina está ligada ao clitóris.

Muito bem, então como estimular o clitóris. Primeiro vamos encontrá-lo. Olhando a figura e quem sabe com a ajuda de um espelho procure aquele ponto com o número 2. Você sabe que este é o clitóris porque quando o tocar vai sentir uma sensação diferente e agradável. Pronto, agora é só continuar mexendo. Algumas mulheres fazem movimentos circulares, outras de vai e vem. Isto é muito particular, cabe a você encontrar a forma mais prazerosa.

E quando estamos no meio da relação como manipular? Você pode usar a mão mesmo como na masturbação, ou mais gostoso ainda, ensinar o parceiro a manipular. Isto vai deixá-lo feliz e satisfeito. Algumas posições também privilegiam a clitóris.

Uma boa jornada…